Lançar uma collab é muito mais do que lançar um produto.
É escolher construir junto. Unir o melhor de cada parte envolvida. Somar repertórios, sensibilidades, trajetórias e histórias para, então, criar uma nova. Uma que nenhum dos lados construiria sozinho.
Para mim, uma collab de verdade, que entregue tudo isso, também ensina muito sobre humildade. O resultado só poderá ser incrível se houver maturidade para reconhecer que o outro carrega algo que você ainda não tem. E vice-versa. Por isso, acredito que toda collab verdadeira nasce, no fim das contas, da admiração. Da troca genuína entre duas partes que se respeitam e enxergam, nessa união, algo único e poderoso.
Estamos vivendo a nossa segunda colaboração na Amalie.
A primeira aconteceu com o lançamento do nosso primeiro acessório: os lenços. Convidamos a Nina Coen, artista que admiramos muito, para criar conosco nossa primeira estampa. Para nós, aquilo significava muito mais do que simplesmente colocar um produto novo na prateleira. Vimos ali talentos e referências complementares, além da oportunidade de celebrar a arte brasileira e de transformar encontro em criação.
Agora, chegamos à nossa segunda collab — e ela resultou na Bolsa Trama.
É uma emoção enorme apresentar às nossas clientes a nossa primeira bolsa, desenvolvida com uma marca de alma brasileira, que trabalha técnicas e talentos únicos e nos complementa de forma tão bonita.
Descobri a Sac-olà Bahia no ano passado. Era uma marca ainda pequena em números, com menos de mil seguidores no Instagram, mas imensa em beleza, conceito e qualidade.
Comprei a minha primeira peça quase imediatamente. Mostrei para a Deia, nos encantamos, e logo outras bolsas seguiram viagem até a Áustria, onde ela mora. O design tinha personalidade. O acabamento impressionava. O feito à mão vinha em primeiro plano.
E assim soubemos que era daquele trabalho manual, artístico e cuidadoso que queríamos partir. Mandei uma mensagem para o perfil e quem me respondeu foi a Andrea, fundadora da marca. Marcamos um papo.
Andrea é espanhola, filha de pai brasileiro e mãe espanhola. Estudou moda em Milão, trabalhou em Paris e, depois de um período vivendo em Boipeba, conheceu Edileuza — artesã talentosa que logo se tornou família. Andrea começou desenhando bolsas para amigas na Europa. Aos poucos, aprendeu com Edileuza a arte do trançado e, dessa união de mundos, nasceu a Sac-olà Bahia.
Nos conectamos logo na primeira conversa. A admiração pelas histórias dos dois lados virou combustível para a ideia ganhar força. Passamos a sonhar juntas — Sac-olà Bahia e Amalie — com uma peça que carregasse a força ancestral do trançado em piaçava e, ao mesmo tempo, o design atemporal, versátil e essencial que guia nossas coleções.
Vieram as trocas de ideias. As referências. As conversas longas. O primeiro esboço. Depois, a piloto.
Pensamos em cada detalhe para que a bolsa fosse elegante e única, mas também prática. Uma peça que pudesse acompanhar a praia, a cidade, o almoço com amigos e o jantar especial. Uma bolsa para durar no tempo e acompanhar muitos momentos e histórias.
Vieram mais alguns ajustes, novos testes, pequenas decisões. E então ela estava pronta: a a cara desse encontro, com a alma das duas marcas visível em cada trama.
Hoje, prestes a lançar a Bolsa Trama, reafirmo minha percepção de que lançamos muito mais do que um produto. Lançamos uma história. Daquelas que começam no admiração, crescem na troca e permanecem em cada detalhe.
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